Bitcoin Banco consegue recuperação judicial na Justiça após deixar milhares no prejuízo

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Bitcoin Banco consegue recuperação judicial na Justiça após deixar milhares no prejuízo
Cláudio José de Oliveira, fundador do Bitcoin Banco (Foto: Reprodução)

A Justiça do Estado Paraná concedeu nesta quarta-feira (27) a recuperação judicial das empresas do Grupo Bitcoin Banco. O Grupo alega dever mais de R$ 600 milhões aos clientes, que já estão a mais de cinco meses com dinheiro retido pela empresa.

A juíza da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais Mariana Gluszcynski Fowler Gusso aceitou o pedido que havia sido feito no início do mês para oito empresas.

Na decisão, a magistrada nomeou Eduardo Scarpellini, da EXM Partners, como administrador da massa semi-moribunda de empresas de Claudio Oliveira. Scaperpellini terá 24 horas para aceitar a nomeação e, depois disso, mais 15 para levantar a situação da empresa e mostrar à Justiça.

Para piorar, a juíza aceitou que todas as ações e execuções movidas contra o Bitcoin Banco sejam suspensas. Na prática, significa que quem já ganhou ações contra a empresa, não receberá o dinheiro.

Os cartórios especializados também não poderão formalizar os protestos referentes às dividas da empresa, assim como os órgãos de controle de inadimplência como Serasa, SPC e Bacen. Além disso, qualquer eventual processo trabalhista que o Bitcoin Banco perder não terá efeito enquanto durar a recuperação judicial.

Entenda o caso Bitcoin Banco

A petição para recuperação judicial foi registrada no TJ do Paraná no dia 4 de novembro pelo advogado Edson Insfer. Na lista estão as seguintes empresas:

  • Bitcurrency Moedas Digitais, conhecida como Bitcoin Banco;
  • Dream Word Informática;
  • NegocieCoins;
  • Open Coin Serviços Digitais;
  • Principal Apoio Administrativo;
  • Tagmob Administração e Corretagem de Imóveis;
  • TemBTC;
  • Zater;

A tática é usada para “congelar”, reorganizar e parcelar as dívidas com os credores e prima por preservar a existência da empresa.

O GBB visa com o pedido anular quaisquer negociações feitas anteriormente e invalidar todos os pedidos de falência do grupo econômico. A empresa de Claudio Oliveira alegou se tratar de empresas viáveis economicamente.

Além disso, o GBB pediu à Justiça para que todos os bloqueios e arrestos sejam suspensos.

As empresas alegaram terem passado por “problemas internos em seu sistema de negociação de criptomoedas – que gerou insegurança no público que utilizava a plataforma (conforme será esclarecido na sequência) – e pelo comportamento abusivo de instituições financeiras”.

Esses problemas internos alegados foram as supostas fraudes sofridas com saques de criptomoedas o que acabou acarretando bloqueio dos saldos de seus clientes e inúmeras ações judiciais.

Uma vez que na própria petição do GBB há o pedido para que se suspenda qualquer ação contra a empresa, o Grupo ganhará tempo. Com isso todos os acordos assinados até então feitos serão cancelados.

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Autor: Cláudio Goldberg Rabin

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