“Queremos nosso dinheiro”, dizem clientes da Indeal em protesto na sede da empresa em Novo Hamburgo

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Clientes da Indeal protestam na sede da empresa em Novo Hamburgo: “Devolvam o que é nosso”
Clientes da Indeal em manifestação em frente à sede da empresa. (Imagem: Reprodução/Youtube)

Cerca de cem clientes da Indeal estiveram em frente ao escritório da empresa em Novo Hamburgo (RS) na sexta-feira (11) para reivindicar pagamentos. A empresa e os sócios, que ofereciam investimentos em bitcoin, são acusados de vários crimes, como organização criminosa e gestão fraudulenta.

De acordo com o Gaúcha ZH, a manifestação, organizada pela Associação de Clientes InDeal (Assic), contou com pessoas de várias regiões, entre elas Vale do Sinos, Porto Alegre, Serra, Concórdia e Chapecó, e o movimento durou aproximadamente duas horas.

Em um tom diferente do último protesto, que ocorreu em julho deste ano na sede da Justiça Federal, onde apontavam a Justiça pela demora de uma resolução, agora as vítimas clamam diretamente à empresa.

Segundo o site, parte do grupo presente se revezou para também cobrar as autoridades. No entanto, ao contrário da última manifestação, que eles diziam não se sentirem lesados, ou que a Indeal não era uma pirâmide, desta os cartazes diziam “Queremos nosso dinheiro” e “Devolvam o que é nosso”.

Carolina Oliveira, presidente da Assic, disse que a quantia que cada associado tem a receber ainda não foi calculada, escreveu a reportagem.

Dinheiro perdido na Indeal

Algumas pessoas se propuseram a falar no microfone e contaram abertamente sobre seus casos. Segundo a reportagem, a comerciante Luciana Marçal, 32 anos, revelou que, junto com sua mãe, investiu “R$ 30 mil nos bitcoins da Indeal”, dinheiro oriundo de uma herança.

Gerson Silva, um recepcionista de 65 anos, que disse que confiava na empresa porque ela pagava regularmente, revelou que investiu R$ 12 mil, mas que tem esperança de receber o dinheiro de volta.

A quantia de R$ 55 mil, que era para reformar a casa da mãe de Cleuza Colling, também ficou presa na Indeal. Ao microfone, ela contou a origem do dinheiro — seu irmão, de 60 anos, recebeu a indenização devido à perda de uma das mãos em um acidente de trabalho.

Defesa trata com MPF e Indeal

O advogado Jean Carbonera, que defende os filiados da Assic, disse que está em tratativas com o Ministério Público Federal (MPF) para que seja organizado um plano de pagamento a investidores de valores bloqueados.

Conforme reportou o ZH, Carbonera, que prometeu cobrar novamente o MPF nesta semana, afirmou que assim que sócios da empresa entregarem a lista de todos os bens e carteira de bitcoins, a Justiça deve avaliar a situação.

Sócios em liberdade

Em agosto, quando todos os sócios da Indeal já se encontravam em liberdade, eles alegaram que mesmo estando livres não podiam elaborar um plano de pagamento aos clientes devido a medidas cautelares impostas pela Justiça.

Dentre as restrições, impostas pelo Ministro Sebastião Reis Júnior, ficou determinado que os sócios não poderiam ter contato com os demais corréus, testemunhas e qualquer pessoa relacionada aos fatos objetos da investigação e da ação penal.

Desde que todos os envolvidos no caso Indeal foram presos por gestão fraudulenta e suposto golpe financeiro, os clientes ficaram sem receber devido ao bloqueio da empresa pela Justiça.

A Indeal foi, primeiramente, investigada por captar, sem autorização do Banco Central, recursos de terceiros para investimento no mercado de criptomoedas e prometer retorno de, pelo menos, 15% no primeiro mês de aplicação.

As autoridades afirmam, contudo, que o dinheiro era aplicado em fundos de renda fixa. À princípio, o total de acusados era 19, mas apenas 15 suspeitos foram oficiados.

Militar envolvido

No início deste mês, o coronel da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Régis da Rocha Rosa, entrou na mira da Polícia Federal (PF) por ter passado informações sigilosas a sócios da Indeal.

Com a ação, descoberta pela Polícia Federal (PF) durante a análise de mídias apreendidas na Operação Egypto, deflagrada em maio deste ano,  os investigados teriam conseguido ocultar R$ 600 milhões antes de serem presos.


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Autor: Wagner Riggs

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